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Comportamento Molecular e Molar

Título - Comportamento Molecular e Molar - Perspectiva acerca da teoria dos drives. 

A teoria dos drives se pensada com base na descrição abaixo, talvez fosse melhor compreendida.

Comportamento Molecular: em contraste com o comportamento molar, o molecular é descrito através das atividades neuro-fisiológicas, quer observadas ou postuladas por inferência. Portanto, é o comportamento que não leva em conta as causas e efeitos extrínsecos aos movimentos isolados dos músculos e glândulas.

Em grande parte, entende-se a teoria dos drives como comportamento molecular.

Comportamento Molar: Vasto segmento do comportamento total que possui unidade essencial ou intrínseca, a qual deriva das finalidades a que serve ou dos efeitos que produz no mundo externo. Comportamento descrito de acordo com as concepções psicológicas, não fisiológicas. Por molar, entende-se, simplesmente, que os conceitos são mais vastos e compreensivos em sua natureza do que os conceitos derivados do estudo de unidades menores.

Está é a diferença entre alguém dizer ele têm drive alto para isso ou ele está manifestando tal drive;  em detrimento ao entendimento da complexidade dos comportamentos manifestos no animal em uma situação de caça como exemplo ou até em outras situações, não como comportamento acabado (molecular), mas sim como algo em constante movimento (comportamento molar), com as suas motivações próprias e a necessidade constante da busca pelo equilíbrio e sobrevivência. Enquadrar o comportamento num drive ou impulso é limita-los à nível geral e as particularidades expressas nesse ou naquele individuo. É tornar o animal refém e vítima de seus "impulsos" e `drives". 

O encadeamento complexo de comportamentos e que por sua vez envolvem motivações internas e ações relacionadas a caça, mas que na sua manifestação se faz impossível de enquadra-las tamanha a complexidade da mesma, só se faz possível compreendê-las a partir do todo da qual ela faz parte e não a partir de uma concepção molecular como as teorias dos drives ou impulsos.

 

Fonte: Dicionário Técnico de Psicologia.

Editora: Cultrix

Autor: Álvaro Cabral e Eva Nick